![]() |
| A tragédia com a Chapecoense foi importante para trazer de volta ao futebol os valores que haviam se perdido Foto: Divulgação/Internet |
Nos dias que se seguiram neste ano de alguma forma tive
contato com a morte. Sim, ela faz parte da vida, embora nunca nos acostumemos
com ela. Sendo assim, a morte se fez presente de maneira mais pessoal e também
mais coletiva.
Há meses atrás perdi minha avó. Aquela que fazia bolos como
ninguém, aquela do feijão que nunca vou esquecer assim como todo o resto de uma
pessoa que conheci bem menos do que gostaria.
Com o futebol vieram as experiências com a morte de maneira
mais coletiva. Aquelas em que a gente divide com várias e várias pessoas que sequer conhecíamos. É duro o fato de um clube, de jogadores e principalmente de
pessoas que viviam o auge de uma epopeia incrível partir de maneira tão
inesperada.
Óbvio que a minha e a sua dor com relação a essa perda em
nada se compara a dor que vem sentindo as pessoas intimamente ligadas com
as vítimas deste trágico acidente.
Vendo a epopeia da Chapecoense me lembrei quando aqui mesmo
no blog contei sobre como a história do Leicester me fez sonhar. Como uma
encenação da vida cotidiana, diversas pessoas viram naquele time um retrato de
suas batalhas pessoais. Os desafios? Ora, os desafios eram grandes, do tamanho
de um Manchester United, de um Arsenal, de um Chelsea.
Infelizmente para a Chapecoense a epopeia teve que parar
faltando tão pouco. Dos tempos de
dificuldades financeiras a exemplo de gestão, o clube e o time em campo foram
vencendo seus desafios, batalhava e no fim comemorava.
Porém, quando chegou ao auge esse time foi mais alto do que
eu e você imaginaríamos que eles fossem chegar. Subiu tanto que cada um se tornou
uma estrela que irá formar uma constelação que ainda em meio à dor por essa
fatalidade não é vista.
No fim de tudo, com o passar do tempo assim como na perda de
meus queridos avós ficará aquela saudade boa daquelas que nenhuma palavra poderá
explicar. Faz parte do luto superar a dor e seguir em frente. É difícil demais,
eu sei, mas é necessário.
