segunda-feira, 28 de julho de 2014

Kaká pode ser a experiência em um instável São Paulo

Apesar da derrota, Kaká fez um bom jogo logo na estreia
Foto: Rubens Chiri/Site Oficial SPFC
Apesar de mais uma derrota, a segunda seguida e de Muricy Ramalho não conseguir fazer essa equipe evoluir taticamente, o são paulino teve pelo menos um motivo para sorrir no domingo. Kaká voltou e parece que veio trazendo um pouco do que de melhor apresentou ao longo de sua carreira embora que por poucos meses.

O meia brasileiro sempre foi um ótimo jogador e fazia das suas arrancadas uma das armas principais no seus melhores momentos, porém o tempo passa e o vigor físico vai embora, isso é da vida. Nos últimos momentos de Milan tentava chamar a responsabilidade em um time longe dos melhores dias.

Kaká mais do que nunca tem que se reinventar, aprender a jogar diferente e agora com mais experiência pode ser o jogador completo que muitos achavam que ele era há alguns anos atrás. Qualidade ele tem de sobra para isso e se quiser chegar novamente a seleção deve fazer isso, pois basta ver o que Kuyt fez com a Holanda já no alto de seus 34 anos sendo uma peça variante do esquema do Van Gaal.

No Serra Dourada sua estreia foi animadora, se apresentou para o jogo, trocou bons passes e movimentou bem pelas linhas são paulinas. E naquela sua objetividade arriscou seus chutes de fora da área (ainda ótima arma do meia). Logo na estréia fez um gol e apesar da derrota mostrou que pode fazer a diferença nesses próximos meses.

Ficou claro que mesmo ainda pesado e sentindo um pouco a falta de ritmo de jogo, Kaká é muito acima da média e para o nível do futebol brasileiro é mais ainda. Jogando no time e se entrosando com os companheiros de time, pode ser a peça para organizar o instável time paulista nesse brasileiro.

Uma outra esperança é que ele coloque a disposição seu nome forte dentro do futebol mundial para tentar ser uma peça de mudanças fora de campo também. O futebol brasileiro precisa de mais atletas do nível dele.

domingo, 27 de julho de 2014

O futebol profissional é uma coisa distante no Brasil

Torcedores do Corinthians tiveram dificuldades
ao volta para casa Foto: Reprodução/ESPN
Em momentos de debates na tentativa de reconstrução de um futebol que está defasado, queiram uns ou não, um exemplo deixou bem claro o tamanho desse atraso na última quarta. Torcedores corinthianos tendo que correr para conseguir pegar o metrô que encerra as atividades antes do fim da partida e perdendo o final do jogo pelo qual eles pagaram é uma situação completamente fora de sentido, um tanto quanto bizarra para quem sonha com um futebol mais profissional.

O que aconteceu na quarta é mais um relato de como o futebol brasileiro trata o seu torcedor. O horário das 22h já é um crime com qualquer cidadão que queira acompanhar seu time in loco na quarta e depois no outro dia tenha que acordar cedo para trabalhar. Aí mesmo assim a pessoa decide ir, paga por um ingresso que é caríssimo, completamente desproporcional ao espetáculo dentro de campo e o tratamento fora dele, e tem que sair antes de o jogo terminar para poder chegar em casa.

O que aconteceu no Itaquerão escancara um problema antigo do torcedor brasileiro que quer ir torcer pelo seu time no estádio nas rodadas do meio de semana. Isso existia no Pacaembu, no Morumbi e existe em várias cidades brasileiras. Basta conversar com um torcedor e você vai perceber isso.

Nos diversos debates que vi e ouvi na semana e que falavam sobre o problema, muito poucas pessoas botaram o dedo na ferida de verdade. Não é o metrô, o transporte público que tem que se sujeitar a esse horário completamente fora de sentido. Existe uma inversão de valores tremenda. O mais fácil seria trocar o horário, colocar o jogos em um horário mais cedo e seria bom para todos, mas a detentora dos direitos dos campeonatos no Brasil é quem manda e por isso o jogo é tão tarde. Por isso mesmo, nada vai mudar enquanto não for interessante para a Globo.

Os jogos com baixo público principalmente na quarta são também um reflexo dessa decisão. Para passar sua novelinha semanal diversos torcedores tem que ir embora mais cedo do estádio para poder chegar em casa e ainda diversos outros tantos sequer pensam em deixar sua casa na quarta a noite e ir ao estádio, porque sabem dessa situação.

A Globo tem sua parcela de culpa, mas os clubes tem uma parcela bem maior. São eles que deveriam zelar pelos direitos do seu torcedor e consumidor, são eles que perdem com os estádios vazios. Todos eles são complacentes e se vendem por qualquer dinheirinho para poder seguir sobrevivendo no fim do mês.

Não dá para pensar em um futebol mais profissional vendo esse tipo de situação acontecer. A única coisa que mudou com a Copa do Mundo são as arenas que só estão se tornando uma desculpa para “inteligentes dirigentes” aumentarem incrivelmente o valor do ingresso. O futebol como um produto bem tratado é uma realidade distante por aqui.


domingo, 13 de julho de 2014

A reestruturação do futebol brasileiro se tornou uma chata briga partidária

Dilma já recebeu o Bom Senso FC, movimento que
pede mudanças no futebol brasileiro.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Depois da derrota da seleção brasileira de forma categórica para a Alemanha e Holanda começaram, enfim, os debates de modernização do futebol brasileiro. Um título mundial conquistado nessa copa e com esse futebol ia mascarar muita coisa de errado de só quem acompanha o futebol nacional pode dizer. Aos “coxinhas patrióticos” que só sabem que a bola é redonda de 4 em 4 anos que me desculpem.

Enquanto os brasileiros tentam digerir a derrota e em momentos que Felipão vem tentando "tapar o sol com a peneira" para os erros táticos e técnicos de sua seleção, você percebe que tipo de gente comanda a CBF e o futebol brasileiro.

Foram eles que colocaram o técnico e a comissão técnica que está no comando após "chutar a bunda" de maneira inesperada do Mano Menezes interrompendo um trabalho que se não era espetacular causaria impactos negativos no comando do time. Eles sequer apareceram para falar qualquer coisa depois de uma derrota como essa, não deram as caras. Onde estão Marin e seus comparsas agora?

Cada vez fica mais claro que o fato de colocar o Mano para correr, no momento em que parecia que seu trabalho estava começando a dar certo, foi desconsiderada as questões técnicas, táticas, foi apenas por questões políticas.

O problema é que após a presidente Dilma falar em modernização do futebol brasileiro, após o oportunista Aldo Rebelo falar que o estado poderia intervir no futebol brasileiro se percebe o extremo jogo político em que está metida a própria CBF e de como o assunto virou uma nojenta guerra partidária.

Essa guerra de opiniões e partidos políticos em nada ajuda os interesses de uma mudança real, pois assim como acontece em outras questões que tomam o país e que nunca se resolvem, o assunto sempre toma um viés partidário chato, com troca de farpas entre situação e oposição.

É o que acontece mais uma vez agora com a CBF tomando um caminho para aderir a campanha pró-Aécio Neves nessas eleições, insatisfeita com as críticas e com as declarações do governo Dilma em querer mudar suas estruturas arcaicas, o que lógico, pode afetar a boa vida dos “dirigentes” da confederação.

Após acreditar que os debates seriam positivos depois de derrotas como essa, realmente começo a concordar com a opinião do "carrancudo" Muricy Ramalho que disse que nada iria mudar  nas estruturas do futebol brasileiro. Uma pena, mas ele está certo.

sábado, 12 de julho de 2014

A pane do futebol brasileiro

Felipão também é um dos culpados pelo mau futebol.
Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo
A grande desculpa do Felipão e sua comissão técnica para a goleada da Alemanha foi a de que o time teve um momento de pane, um apagão durante o período em que os alemães foram empilhando gols sobre os olhares perplexos do público no Mineirão.

Enquanto o Brasil vencia com dificuldade adversários que muitas vezes jogaram melhores, o técnico e a comissão da CBF falavam nos problemas emocionais dos jogadores para explicar os problemas técnicos, táticos da seleção.

A desculpa foi uma cortina de fumaça, uma desculpa ideal para os problemas de uma seleção sem ideias no meio-campo e que jogava sempre a bola para Neymar resolver. A desculpa tanto não colou, claro, para quem teve o cuidado de analisar a situação sem o tradicional pachequismo que cega até mesmo aqueles mais inteligentes, que o mesmo Júlio Cesar chorou antes, pegou dois penais e continuou chorando depois.

O problema da seleção nunca foi emocional, de pane ou apagão, foi, sim da falta de um trabalho sério tático e técnico. Foi a falta de ideias desse tal futebol moderno que tanta gente fala por aí. Nas oitavas, Sampaoli deu uma mostra desse futebol moderno, ali o Brasil perdeu o jogo, esqueça o placar que por centímetros não concretizou o que estou falando.

Digo e repito esse time do Brasil me pareceu uma emulação daquele Palmeiras horroroso que foi campeão da Copa do Brasil na bola parada do Marcos Assunção. O problema é que aquele time do Palmeiras achou um jeito de ganhar de qualquer maneira com atletas horrorosos como Mazinho, Betinho, Leandro Amaro, Daniel Carvalho.

Pelo contrário esse Brasil tem atletas de tanta qualidade incomparáveis aos do Palmeiras naquela época que é possível formar uma grande equipe, então, não dá para entender. Só sei, amigos, que foi  escancarado para o mundo o péssimo estado do futebol brasileiro.


Uma carta aberta ao Barbosa

Um dos melhores goleiros do futebol brasileiro e culpado
pela derrota no Maracanazo. Foto: divulgação
Naquele dia, Barbosa, você tomou um gol diante de 200 mil pessoas que mudaria sua vida. Aquele gol do Ghiggia machucou sua meta e seu coração muito mais do que qualquer outra pessoa.

Pois é, meu caro Barbosa, mais de 50 anos depois o Brasil recebe uma Copa do Mundo e a seleção brasileira ou da CBF, hoje não sei mais de quem é, tomou uma goleada da Alemanha de forma tão impiedosa quantos os insultos que você sofreu no restante de sua vida após aquele gol.

Onde quer que esteja tenho certeza que você está triste com essa derrota, mas me permita discordar de você só um minuto. Essa goleada é a vitória de todos que querem um futebol brasileiro estruturado desde a sua base. É a vitória de todos que clamam pela saída de pessoas como aquele tal Marin, é a vitória daquele torcedor indignado que vê nosso futebol perder espaço para os grandes campeonatos europeus com grandes jogadores, estádio lotados e muita organização.

Barbosa, essa foi a vitória de um trabalho sério, de pessoas que perceberam que algo tinha que ser mudado nas estruturas de seu futebol e com o tempo isso foi feito. Os títulos ainda não vieram, mas parece ser questão de tempo até empilharem troféus por aí. Por lá existem um plano para o futebol nas gerações futuras, formação de talentos mesmo e um campeonato organizado.

Meu goleiro, hoje os brasileiros tem uma empáfia do tamanho do seu país quanto o assunto é futebol e acham que tem a única grande seleção do mundo. Nessa copa, amparados por um técnico de atitudes arrogantes e contestáveis que fechou a cabeça para novas ideias levaram uma surra que nunca vão se esquecer.

Naquela época Barbosa, quando você estava em campo o Brasil ainda não tinha sido campeão mundial, hoje eles têm cinco, mas depois de tanto tempo eles ainda acham que se vangloriar de seus cinco títulos mundiais como se não houvesse amanhã pode ser desculpa para cada meio de semana e domingo ver um campeonato pobre, mal organizado e uma entidade corrupta que afasta a própria seleção do seu povo.

Meu caro, o que eu vi era que mesmo quando venciam mostravam uma emulação do que de pior tem o futebol jogado dentro de nossos campos sempre maltratados e cheios de buracos. O futebol mudou, mas ainda sim tal qual uma flor por vezes nasce na secura do deserto, produz tantos atletas de qualidade que você nem imagina.

Olha, nessa copa, Felipão e Parreira tomaram um baile do Sampaoli, do Miguel Herrera e do sempre contestado Joaquim Löw. Para inventar uma desculpa chegaram a ler até uma carta de uma dona Lucia, veja só, nem sei mais o que pensar deles e do nosso futebol.

Deixo um grande abraço para você, Barbosa, você fez o que pôde para ser campeão do mundo, não deu, mas você é o campeão do mundo que o futebol deveria ter. 

domingo, 6 de julho de 2014

Onde estão os limites?

Neymar sente a lesão que o tirou da Copa do Mundo
Foto: Getty Images
Jogo duro, pegado e mal arbitrado. Carlos Velasco fez uma das piores arbitragens dessa copa, mas se o jogo se excedeu dessa maneira, sem cartões por parte do árbitro, foi porque ele simplesmente seguiu as ordens da "dona" FIFA.

As orientações da entidade em todos os jogos é para os árbitros em todos os lances sempre contemporizar, medir bem os cartões, conversar. Todos e repito todos os árbitros estão fazendo isso. Não estou defendendo o espanhol, mas ele seguiu ordens e não mediu as conseqüências disso. Contudo, a repercussão da arbitragem ficou pior com a lesão do Neymar no lance da pancada de Zuñiga. E aí, chego ao ponto em que queria.

O lance foi grosseiro, pesado, mas daí a transformar o rapaz em um vilão, um assassino é demais. Se você jogou bola nem que seja em pelada sabe que lances fortuitos acontecem. Alguém pode quebrar a perna, o braço ou a terceira vértebra. Isso acontece, é uma fatalidade. Pelo que se pôde ver, Zuñiga quis, sim, dar uma pancada no Neymar, mas machucar o atleta brasileiro daquela maneira, com certeza, não era sua intenção.

A imprensa tem lidado de forma irresponsável com isso, culpando o lateral, apontando o dedo de forma passional. Repito novamente que jornalistas não são torcedores, são jornalistas, que devem analisar a situação de forma racional.

Após todo o acontecido, Zuñiga foi xingado de todos os nomes nas redes sociais. Nos comentários se viu até atitudes racistas e xenófobas. E a coisa ficou tão nojenta a ponto de em uma foto que está a filha do atleta que deve ter uns 4 ou 5 anos, ter pessoas chamando a menina de vários nomes e outras coisas das quais eu não preciso falar aqui.

Aí a coisa está realmente fica séria, pois não sou daqueles que acha que em rede social vale tudo e acredite tem gente que acha isso. O pessoal está passando dos limites da decência, do respeito e da civilidade.

É realmente uma pena o garoto ficar de fora da copa, mas vai se recuperar bem e terá todos os cuidados para isso, deve ser muito ruim sair dessa forma, mas é jovem e terá outras copas para jogar e ganhar.

Uma coisa é ficar comovido com o drama do atleta e outra é os “patriotas” de plantão que só são brasileiros de quatro em quatro anos se excederam de uma forma que não dá para qualquer pessoa em sã consciência compreender e entender. Tenho certeza que esses mesmos "patriotas" que hoje defendem o Neymar de forma tão "acalorada" estariam detonando o rapaz em uma eventual derrota brasileira. E tenho certeza que mercenário seria o mais brando dos comentários que Neymar iria ouvir e ler por aí sobre ele.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Jornalistas ou torcedores?

Sara Carbonero é musa, torcedora ou jornalista?
Foto: Getty Imagens
Qual é o verdadeiro papel do jornalista esportivo? Ou de qualquer jornalista no exercício da sua profissão? Creio que fazer aquilo que foi jurado no momento da formatura e acima de tudo ser parcial em suas opiniões.

Antes de falar do assunto que esse post irá abordar tenho que dizer sobre o caso Suarez e mais uma das suas mordidas. A dentada do uruguaio contra Chiellini gerou inúmeras opiniões, discussões e outros “poréns” ao longo dos dias que se seguiram a punição extremamente ridícula da FIFA. Essa é uma entidade que não tem moral alguma para dar qualquer punição, quanto mais uma tão severa como essa.

As discussões se acirraram de tal modo que os uruguaios começaram a esbravejar contra Deus e o mundo dizendo que todos estavam contra eles e tudo o mais. Besteira! Suarez foi mal, errou e merecia ter sido punido. A única coisa que pode e tem que ser discutida é o tamanho da punição.

Depois, Tabárez fez um discurso em que falou sobre a punição ao seu atleta e sobre como ela foi calcada nas opiniões dos meios de comunicação. O discurso teve momentos de erros e acertos por parte do técnico, mas não é o isso que vou analisar e sim o que aconteceu logo depois: os aplausos dos jornalistas uruguaios ao Tabárez.

Todos têm um time, uma seleção, uma pátria, mas no exercício da profissão um jornalista tem que ser imparcial, pois só dessa maneira se pode analisar o contexto para “através da crítica e análise da sociedade visar um futuro mais digno e mais justo para os cidadãos”. Isso seria o ideal, mas o que vemos é diferente.

O que se vê por aí, é que muitos se sentem parte da delegação de suas seleções, acham que são parte do time. É comum ver jornalistas vestidos com os uniformes de seleções trabalhando na cobertura delas nessa Copa do Mundo. E dá-lhe repórter “musa” em que interessa mesmo é o corpo da menina e não o que ela tem de interessante para trazer para o público.

Jornalistas não podem agir como torcedores, como foi no caso dos aplausos dos uruguaios ao Tabárez, não se trata de ser uruguaio, brasileiro, mas sim de ser jornalista. No dever da profissão o seu dever é analisar o contexto e criticar quando tem que criticar e elogiar quando tem que elogiar.

Torcer é para torcedores, o dever do jornalista não deve ser confundido com os berros do Galvão Bueno e sua cegueira absoluta com a seleção ou as besteiras que tem falado o senhor Alejandro Fantino da Rádio La Red nas transmissões dos jogos da Argentina. Esses dois tem alimentado aquela chata rivalidade Brasil e Argentina que tem vivido alguns momentos difíceis nessa copa e que ultrapassam o nível do bom senso e da brincadeira.


O que importa é vencer

Messi mais uma vez foi decisivo para a Argentina.
Foto:AFP PHOTO/Gabriel Bouys
O que foram aqueles últimos minutos do dramalhão argentino em São Paulo com um gol magistral assinado pelos pés de Messi e Di Maria. Isso sem falar naquela bola na trave de Dzemaili no fim do jogo. O fato é que a Argentina fez nessas oitavas sua pior partida nessa Copa do Mundo, mas vai sendo empurrada pela genialidade de seu maior jogador, pelos gritos e canções dos argentinos espalhados por aí.

Assim como o comentarista Mauro Cesar Pereira da ESPN comentou outro dia, também tenho percebido certa condescendência com as atuações da seleção argentina por parte da imprensa e torcida. Enquanto por aqui estão batendo forte na seleção brasileira se apoiando na muleta dos problemas psicológicos dos atletas, enquanto na Alemanha o trabalho do péssimo Joachim Löw a cada jogo é achincalhado, na Argentina o que se tem visto é que não importa o quanto jogam mal se no fim das contas saírem vencedores.

A Argentina não ganha um titulo de grande expressão,  daí eu tiro a medalha de ouro nos jogos olímpicos de 2008, no futebol profissional há 21 anos quando em 1993 levou a Copa América e a partir daí nada mais. Se for levado em conta o jejum em copas daí o jejum já dura 28 anos quando Maradona empurrou a Argentina para o título de 86.

Essa Copa do Mundo realizada no Brasil é a grande oportunidade que os argentinos estão vendo de levar a taça, pois acreditam em Messi e amparado pela pouca distância para o Brasil tem aparecido milhares de argentinos que mesmo sem ingresso estão por aqui para mandar bons fluídos.

O jejum de títulos tem contribuído para essa condescendência dos argentinos e o pragmatismo tem reinado, assim como em 94 quando o Brasil estava na fila há 24 anos. Naquela competição o Brasil contou com as atuações inspiradas de Romário e Bebeto que desequilibraram, assim como Messi e Di Maria estão fazendo.

Até mesmo por nenhuma das favoritas ter desempenhado um futebol convincente e pelo fato de o equilíbrio estar reinando nessa copa, os argentinos sonham e sonham mais ainda em uma final com Messi decidindo e se for contra o Brasil, melhor ainda. Mesmo que não for campeão de uma coisa eu sei: que até o final Messi e companhia estarão jogando ao som do hipnótico “Brasil, decime que se siente”.