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| Messi mais uma vez foi decisivo para a Argentina. Foto:AFP PHOTO/Gabriel Bouys |
O que foram aqueles últimos
minutos do dramalhão argentino em São Paulo com um gol magistral assinado pelos
pés de Messi e Di Maria. Isso sem falar naquela bola na trave de Dzemaili no
fim do jogo. O fato é que a Argentina fez
nessas oitavas sua pior partida nessa Copa do Mundo, mas vai sendo empurrada
pela genialidade de seu maior jogador, pelos gritos e canções dos argentinos
espalhados por aí.
Assim como o comentarista Mauro
Cesar Pereira da ESPN comentou outro dia, também tenho percebido certa
condescendência com as atuações da seleção argentina por parte da imprensa e
torcida. Enquanto por aqui estão batendo
forte na seleção brasileira se apoiando na muleta dos problemas psicológicos
dos atletas, enquanto na Alemanha o trabalho do péssimo Joachim Löw a cada jogo
é achincalhado, na Argentina o que se tem visto é que não importa o quanto jogam
mal se no fim das contas saírem vencedores.
A Argentina não ganha um titulo
de grande expressão, daí eu tiro a
medalha de ouro nos jogos olímpicos de 2008, no futebol profissional há 21 anos
quando em 1993 levou a Copa América e a partir daí nada mais. Se for levado em
conta o jejum em copas daí o jejum já dura 28 anos quando Maradona empurrou a Argentina para o título de 86.
Essa Copa do Mundo realizada no Brasil é a grande
oportunidade que os argentinos estão vendo de levar a taça, pois acreditam em Messi
e amparado pela pouca distância para o Brasil tem aparecido milhares de
argentinos que mesmo sem ingresso estão por aqui para mandar bons fluídos.
O jejum de títulos tem contribuído
para essa condescendência dos argentinos e o pragmatismo tem reinado, assim
como em 94 quando o Brasil estava na fila há 24 anos. Naquela competição o Brasil
contou com as atuações inspiradas de Romário e Bebeto que desequilibraram,
assim como Messi e Di Maria estão fazendo.

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