quinta-feira, 3 de julho de 2014

O que importa é vencer

Messi mais uma vez foi decisivo para a Argentina.
Foto:AFP PHOTO/Gabriel Bouys
O que foram aqueles últimos minutos do dramalhão argentino em São Paulo com um gol magistral assinado pelos pés de Messi e Di Maria. Isso sem falar naquela bola na trave de Dzemaili no fim do jogo. O fato é que a Argentina fez nessas oitavas sua pior partida nessa Copa do Mundo, mas vai sendo empurrada pela genialidade de seu maior jogador, pelos gritos e canções dos argentinos espalhados por aí.

Assim como o comentarista Mauro Cesar Pereira da ESPN comentou outro dia, também tenho percebido certa condescendência com as atuações da seleção argentina por parte da imprensa e torcida. Enquanto por aqui estão batendo forte na seleção brasileira se apoiando na muleta dos problemas psicológicos dos atletas, enquanto na Alemanha o trabalho do péssimo Joachim Löw a cada jogo é achincalhado, na Argentina o que se tem visto é que não importa o quanto jogam mal se no fim das contas saírem vencedores.

A Argentina não ganha um titulo de grande expressão,  daí eu tiro a medalha de ouro nos jogos olímpicos de 2008, no futebol profissional há 21 anos quando em 1993 levou a Copa América e a partir daí nada mais. Se for levado em conta o jejum em copas daí o jejum já dura 28 anos quando Maradona empurrou a Argentina para o título de 86.

Essa Copa do Mundo realizada no Brasil é a grande oportunidade que os argentinos estão vendo de levar a taça, pois acreditam em Messi e amparado pela pouca distância para o Brasil tem aparecido milhares de argentinos que mesmo sem ingresso estão por aqui para mandar bons fluídos.

O jejum de títulos tem contribuído para essa condescendência dos argentinos e o pragmatismo tem reinado, assim como em 94 quando o Brasil estava na fila há 24 anos. Naquela competição o Brasil contou com as atuações inspiradas de Romário e Bebeto que desequilibraram, assim como Messi e Di Maria estão fazendo.

Até mesmo por nenhuma das favoritas ter desempenhado um futebol convincente e pelo fato de o equilíbrio estar reinando nessa copa, os argentinos sonham e sonham mais ainda em uma final com Messi decidindo e se for contra o Brasil, melhor ainda. Mesmo que não for campeão de uma coisa eu sei: que até o final Messi e companhia estarão jogando ao som do hipnótico “Brasil, decime que se siente”.

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