domingo, 13 de julho de 2014

A reestruturação do futebol brasileiro se tornou uma chata briga partidária

Dilma já recebeu o Bom Senso FC, movimento que
pede mudanças no futebol brasileiro.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Depois da derrota da seleção brasileira de forma categórica para a Alemanha e Holanda começaram, enfim, os debates de modernização do futebol brasileiro. Um título mundial conquistado nessa copa e com esse futebol ia mascarar muita coisa de errado de só quem acompanha o futebol nacional pode dizer. Aos “coxinhas patrióticos” que só sabem que a bola é redonda de 4 em 4 anos que me desculpem.

Enquanto os brasileiros tentam digerir a derrota e em momentos que Felipão vem tentando "tapar o sol com a peneira" para os erros táticos e técnicos de sua seleção, você percebe que tipo de gente comanda a CBF e o futebol brasileiro.

Foram eles que colocaram o técnico e a comissão técnica que está no comando após "chutar a bunda" de maneira inesperada do Mano Menezes interrompendo um trabalho que se não era espetacular causaria impactos negativos no comando do time. Eles sequer apareceram para falar qualquer coisa depois de uma derrota como essa, não deram as caras. Onde estão Marin e seus comparsas agora?

Cada vez fica mais claro que o fato de colocar o Mano para correr, no momento em que parecia que seu trabalho estava começando a dar certo, foi desconsiderada as questões técnicas, táticas, foi apenas por questões políticas.

O problema é que após a presidente Dilma falar em modernização do futebol brasileiro, após o oportunista Aldo Rebelo falar que o estado poderia intervir no futebol brasileiro se percebe o extremo jogo político em que está metida a própria CBF e de como o assunto virou uma nojenta guerra partidária.

Essa guerra de opiniões e partidos políticos em nada ajuda os interesses de uma mudança real, pois assim como acontece em outras questões que tomam o país e que nunca se resolvem, o assunto sempre toma um viés partidário chato, com troca de farpas entre situação e oposição.

É o que acontece mais uma vez agora com a CBF tomando um caminho para aderir a campanha pró-Aécio Neves nessas eleições, insatisfeita com as críticas e com as declarações do governo Dilma em querer mudar suas estruturas arcaicas, o que lógico, pode afetar a boa vida dos “dirigentes” da confederação.

Após acreditar que os debates seriam positivos depois de derrotas como essa, realmente começo a concordar com a opinião do "carrancudo" Muricy Ramalho que disse que nada iria mudar  nas estruturas do futebol brasileiro. Uma pena, mas ele está certo.

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