| Mulgrew comemora o primeiro gol da goleada sobre o Dundee United Fonte: Divulgação/Celtic |
Depois da Copa do Mundo, da volta do Brasileirão, agora as
principais ligas da Europa estão começando, mas, não, esse post não irá falar
do Manchester United, do Arsenal, Barcelona, Real Madrid, entre outros clubes
mais midiáticos.
A Scottish Premiership, a liga escocesa, começou e veio com mudanças
no dominante Celtic que venceu os últimos três títulos escoceses de forma
categórica. Sob o comando do norte-irlandês Neil Lennon, o Celtic chegou ao que
pareceu ser o limite técnico possível dentro do país e Europa.
É inegável o excelente trabalho de Lennon, das suas mãos e
com investimento limitado saíram nomes como Forster, Wanyama, Hooper, Commons,
Adam Matthews, Anthony Stokes, Emilio Izaguirre, Efe Ambrose, Wilson, Mikael
Lustig, entre outros, mas ficou claro que ele conseguiu fazer o campeão escocês
atingir o limite.
Vencer a SPL com as mãos nas costas, brigar bem na Liga dos Campeões
atingindo as oitavas ou quartas se não der tanto azar nos sorteios é o máximo
que a equipe pôde conseguir. Os resultados na última edição da UCL foram decepcionantes sob o comando do técnico norte-irlandês e isso deixou mais claro o limite do seu
time. Lennon percebeu isso e reclamou por diversas vezes que
precisava de mais condições e investimentos para trabalhar e por não ter sido
atendido resolveu deixar o cargo.
Até mesmo por estas e outras fica na imaginação o que Neil Lennon
poderia se tivesse uma equipe com mais possibilidades técnicas e de
investimento. Além dele, outras ausências importantes são a do grego Samaras e
Joe Ledley que foram embora e ninguém sabe por quais motivos.
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| Deila terá que se acostumar a pressão para pelo menos manter o bom trabalho de Neil Lennon Fonte: Divulgação/Celtic |
Então para essa temporada o torcedor terá que se acostumar
com Ronny Deila que estava no Strømsgodset IF, da Noruega e que terá o seu
maior desafio como técnico até o momento. O novato não teve os melhores resultados nesse começo e a
quase eliminação nos playoffs da UCL para o Legia Varsóvia com um placar agregado
de 6 a 1 não foi dos melhores para iniciar o trabalho sem pressão.
O problema é
que para não haver qualquer tipo de pressão sobre o técnico novato é preciso passar por
essas partidas consideradas por muitos como as mais importantes do ano. Chegar a fase de grupos da UCL é mais do que importante para
o Celtic manter um nível de investimento mínimo na sua equipe para conseguir
segurar alguns dos seus melhores jogadores. Lennon fez mágica muitas vezes ao
manter por anos seguidos o Celtic na principal fase de grupos da competição
europeia.
Pelo menos para sorte de Ronny Deila e do Celtic, o Legia
tratou de escalar um atleta irregular e cravar sua própria eliminação tirando
um pouco a pressão de cima do norueguês de maneira tão embrionária.
Na SPL, os resultados foram bons e bem elásticos com um 3 a
0 na estreia sobre o St Johnstone, fora de casa, e pela segunda rodada no
Celtic Park, um 6 a 1 inapelável para cima do Dundee United, mas o futebol
ainda deixa a desejar.
O time tem sua qualidade e com outra perda importante anunciada
com o goleiro Brandon Forster indo para o Southampton (a reposição pelo menos
para a posição parece que foi a altura com Gordon assumindo o gol), Ronny Deila
ainda não sabe como jogar sua equipe em campo e tem testado a melhor formação.
O que é natural visto que teve pouco tempo a frente do time.
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| Com Lennon, o Celtic atingiu o nível máximo para o atual investimento da equipe Fonte: Divulgação/Celtic |
Contra o Maribor na última terça pela UCL, Deila jogou com Lustig
na lateral e manteve os dois zagueiros e corrigiu em parte o problema. Mais a
frente, Commons vem mantendo ótimas atuações e parece ser aquele que deve tomar
conta da equipe que ainda conta com o garoto McGregor que parece ter um futuro
muito grande pela frente.
O problema é que para o Celtic encaminhar bem o próximo título
escocês e manter até mesmo ainda alguns jogadores como o Van Dijk e Commons no
elenco é fundamental se manter na UCL. Seria uma pancada muito grande nos
torcedores, no time e economicamente. Ficar fora da fase de grupos da
competição é peso muito negativo para o início do novo técnico, uma pressão que
também poderia ser evitada pela diretoria que joga o técnico na jaula dos leões
de maneira tão cedo.


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