sábado, 19 de setembro de 2015

O feitiço do tempo

Confusão entre Gabriel Paulista e Diego Costa deu início a mais uma
 derrota do Arsenal para o Chelsea. Foto Getty Images
Sabe aquele filme chamado o Feitiço do Tempo onde o protagonista vive o mesmo dia em um loop eterno? Não me lembro bem como termina e nem mais detalhes do filme, mas lembro que o tempo não passava e o protagonista vivia sempre o mesmo dia.

Pois então vendo o jogo entre Chelsea e Arsenal tive uma espécie de reboot onde os gunners vivem a mesma temporada todos os anos assim como o personagem de o Feitiço do Tempo, porém com algumas diferenças, é claro.

Nos últimos anos as pretensões do Arsenal tem sido praticamente as mesmas. Tem ficado entre os primeiros na Premier League, mas sem chegar a ameaçar ficar com a taça nos momentos mais incisivos da temporada. Dessa forma termina a competição sempre com um quarto ou terceiro lugar.

Na Liga dos Campeões geralmente tem chegado às oitavas de final e fica sempre pelo caminho. No fim de uma temporada cheia de críticas, eliminações e derrotas decisivas ainda pode acabar levando a Copa da Inglaterra. Detalhe é que essa conquista nos últimos anos mascara os erros de uma equipe que sempre pode mais e fica devendo.

Fato é que o torcedor do Arsenal tem vivido uma espécie de feitiço do tempo nos últimos anos com as pretensões da equipe terminando sempre da mesma maneira. Nesta temporada no início houve uma espécie de ânimo pelo excelente fim da temporada passada e conquista da FA Cup. Outro fato que elevou os ânimos dos torcedores e time foi a contratação de Cech, mas o baque de que nem tudo sairia como o esperado aconteceu logo na estreia com a derrota para o West Ham.

A derrota para o Chelsea, mais uma por sinal, e o vexame na Croácia para o Dínamo Zagreb na estreia da Champions League deixa bem claro isso. No geral, o time não é ruim, muito pelo contrário, mas o tempo passa e ano após ano a equipe de Wenger não consegue dar aquele salto de patamar que possa levar a uma pretensão maior.

Jogo após jogo fica claro a falta de um atacante de grande nível. Essa tecla é batida repetitivamente quando mesmo com a boa quantidade de gols do Giroud existe a falta de um cara que mesmo num dia ruim carregue o time nas costas e decida os jogos. Definitivamente, Giroud não é nem será esse cara. Talvez a torcida possa empurrar o time em dias ruins, mas essa é tão calada até mesmo nas vitórias que nem reconheço mais aquela torcida fanática de anos atrás.

Nos últimos jogos Walcott tem feito esse papel de atacante único. Sério? Essa não é bem a do bom inglês. No jogo no Stamford Bridge, Cazorla estava fazendo dupla de volantes com Coquelin para iniciar o jogo dos gunners. Erros e mais erros. 

Ainda na partida o que a torcida e afins viram foi um Arsenal inofensivo enfrentando uma equipe que tem um início bem ruim mesmo com toda a força econômica. A expulsão tola do Gabriel Paulista em uma cretinice travestida de estilo de jogo do Diego Costa e consequentemente a derrota só piorou a situação de um time que parece que vai repetir e repetir e repetir o eterno feitiço do tempo em que se encontra.



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