Antes de qualquer coisa esta foi
a melhor edição de uma Premier League nos últimos tempos com o Manchester City
campeão com apenas dois pontos a frente do Liverpool. Dito isso, uma palavra
resume muito bem o título dos citizens: experiência.
Ao longo da temporada, o City
sempre esteve entre os primeiros colocados, mas teve momentos em que o time comandado
pelo chileno Pellegrini oscilou bastante e isso o deixou em determinado momento
longe do título.
Essa experiência, essa “casca”
que o Manchester City adquiriu e muitos de seus atletas como Kompany, o excepcional
Yaya Toure (para mim o melhor do campeonato), Dzeko (importante e decisivo nos
momento difíceis), o habilidoso David Silva, o regular Zabaleta foi mostrado
nas últimas rodadas quando teve que fazer dois jogos perigosos contra Aston
Villa e West Ham.
Daí meu caro leitor você me
pergunta: ah, mas como o City tão tarimbado como esse ia perder para dois times
fracos e de meio de tabela? E eu respondo: Foi justamente em uma partida como
essa que o Liverpool deixou escapar qualquer esperança de título contra o
Crystal Palace de maneira surpreendente.
E outra coisa a Premier League
vem se consagrando justamente por apresentar uma competitividade em que times
médios e pequenos conseguem arrancar pontos dos maiores ou coma mais
possibilidades de título. Um exemplo, basta dar uma olhada em como o Chelsea se
distanciou e sepultou qualquer chance de levar a taça para Stamford Bridge com
resultados negativos contra equipes como Sunderland, o próprio West Ham,
Norwich e outros.
Voltando para o City, foi nesses
dois jogos quando teve que fazer partidas de paciência contra times
extremamente organizados e disciplinados taticamente que apareceu a tal experiência
para conseguir resultados que não foram fáceis contra o Villa e digamos nem
tanto contra o West Ham.
Saber decidir foi o que faltou ao
jovem time do Liverpool quando tinha a taça na mão e que depois de tantos anos
sem ganhar uma Premier League seu time e torcida podiam sonhar novamente com um
título que não vem desde 1990.
E foi por falta dela, da tal
experiência, da tal “casca” que os Reds tropeçaram e de maneira até emblemática
com seu capitão escorregando e dando um gol para o Demba Ba iniciar o inferno
astral e a derrocada dos Reds nas rodadas finais do campeonato.
Com um time jovem, renovado e
capitaneado por Gerrard, o Liverpool proporcionou alguns dos momentos mais deliciosos
dessa Premier League com muitos gols ( foram 101) e futebol de alto nível, mas
na hora H, na hora da decisão, falhou. Contudo, o trabalho do jovem Brendan
Rodgers foi espetacular e remontou um Liverpool que depois de muito tempo
brigou por um titulo inglês.
Se no início da temporada a meta
era buscar uma vaga na Champions League ao fim dela ficou um ar de decepção por
um título que não veio, mas também ficou o talento de um time jovem e um
trabalho de um talentoso técnico que em longo prazo pode levar o Liverpool ao
caminho das glórias novamente.
O choro do Suarez e a decepção
estampada na cara dos atletas dos Reds quando o time deixou escapar a taça de
vez contra o Palace depois que levou o empate quando vencia o jogo por 3 a 0
foi a falta da tal “casca” que estou falando pelo qual um time ou mesmo uma
pessoa na vida tem que passar para conseguir feitos maiores.
As derrotas ensinam mais que as
vitórias como certa vez disse o capitão Gerrard só que enquanto o City com um
time que joga junto há algum tempo já aprendeu com elas e soube contornar
momentos difíceis para conseguir seu quarto título inglês, o jovem time do Liverpool
ainda vai ter que aprender. E que venha a próxima temporada!!!!

Nenhum comentário:
Postar um comentário