sexta-feira, 16 de maio de 2014

Na hora H a experiência que faltou ao Liverpool sobrou ao City na conquista do seu quarto título inglês

Antes de qualquer coisa esta foi a melhor edição de uma Premier League nos últimos tempos com o Manchester City campeão com apenas dois pontos a frente do Liverpool. Dito isso, uma palavra resume muito bem o título dos citizens: experiência.

Ao longo da temporada, o City sempre esteve entre os primeiros colocados, mas teve momentos em que o time comandado pelo chileno Pellegrini oscilou bastante e isso o deixou em determinado momento longe do título.

Essa experiência, essa “casca” que o Manchester City adquiriu e muitos de seus atletas como Kompany, o excepcional Yaya Toure (para mim o melhor do campeonato), Dzeko (importante e decisivo nos momento difíceis), o habilidoso David Silva, o regular Zabaleta foi mostrado nas últimas rodadas quando teve que fazer dois jogos perigosos contra Aston Villa e West Ham.

Daí meu caro leitor você me pergunta: ah, mas como o City tão tarimbado como esse ia perder para dois times fracos e de meio de tabela? E eu respondo: Foi justamente em uma partida como essa que o Liverpool deixou escapar qualquer esperança de título contra o Crystal Palace de maneira surpreendente.

E outra coisa a Premier League vem se consagrando justamente por apresentar uma competitividade em que times médios e pequenos conseguem arrancar pontos dos maiores ou coma mais possibilidades de título. Um exemplo, basta dar uma olhada em como o Chelsea se distanciou e sepultou qualquer chance de levar a taça para Stamford Bridge com resultados negativos contra equipes como Sunderland, o próprio West Ham, Norwich e outros.

Voltando para o City, foi nesses dois jogos quando teve que fazer partidas de paciência contra times extremamente organizados e disciplinados taticamente que apareceu a tal experiência para conseguir resultados que não foram fáceis contra o Villa e digamos nem tanto contra o West Ham.

Saber decidir foi o que faltou ao jovem time do Liverpool quando tinha a taça na mão e que depois de tantos anos sem ganhar uma Premier League seu time e torcida podiam sonhar novamente com um título que não vem desde 1990.

E foi por falta dela, da tal experiência, da tal “casca” que os Reds tropeçaram e de maneira até emblemática com seu capitão escorregando e dando um gol para o Demba Ba iniciar o inferno astral e a derrocada dos Reds nas rodadas finais do campeonato.

Com um time jovem, renovado e capitaneado por Gerrard, o Liverpool proporcionou alguns dos momentos mais deliciosos dessa Premier League com muitos gols ( foram 101) e futebol de alto nível, mas na hora H, na hora da decisão, falhou. Contudo, o trabalho do jovem Brendan Rodgers foi espetacular e remontou um Liverpool que depois de muito tempo brigou por um titulo inglês.

Se no início da temporada a meta era buscar uma vaga na Champions League ao fim dela ficou um ar de decepção por um título que não veio, mas também ficou o talento de um time jovem e um trabalho de um talentoso técnico que em longo prazo pode levar o Liverpool ao caminho das glórias novamente.

O choro do Suarez e a decepção estampada na cara dos atletas dos Reds quando o time deixou escapar a taça de vez contra o Palace depois que levou o empate quando vencia o jogo por 3 a 0 foi a falta da tal “casca” que estou falando pelo qual um time ou mesmo uma pessoa na vida tem que passar para conseguir feitos maiores.


As derrotas ensinam mais que as vitórias como certa vez disse o capitão Gerrard só que enquanto o City com um time que joga junto há algum tempo já aprendeu com elas e soube contornar momentos difíceis para conseguir seu quarto título inglês, o jovem time do Liverpool ainda vai ter que aprender. E que venha a próxima temporada!!!!

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