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| Guardiola e seus recados ao longo da carreira Foto: Divulgação |
O último desses confrontos é a situação de Joe Hart. Goleiro
importante nas conquistas recentes do Manchester City tem inegável popularidade
com a torcida que o tem como um ídolo. Pois bem, Guardiola chegou ao clube e
uma das primeiras ações foi colocar o goleiro inglês no banco. Esse foi mais um dos recados do espanhol.
Hart é titular da seleção inglesa, um ótimo goleiro, mas um
dos seus pontos fracos é justamente o jogo com os pés. Para que as ideias de
futebol do Guardiola funcionem o técnico precisa de um goleiro que possa sair
para o jogo com os pés. É fundamental algo como fazia Manuel Neuer no seu
Bayern. Lembrando que goleiro alemão se transformou também em uma espécie de líbero
principalmente com o espanhol no comando do clube bávaro que o fez melhorar com a bola nos pés.
A chegada de Claudio Bravo ao City é a prova de que Hart
mesmo com apoio total da torcida irá ficar no banco ou talvez até sair do
clube. Mais uma vez para defender suas ideias, Guardiola bateu de frente com
quem fosse para mostrar e fazer aquilo que queria. Esse foi um recado ao
goleiro inglês. Ele precisa melhorar como goleiro e isso passa pelo fato de
saber jogar com os pés.
E o técnico espanhol ao longo de sua carreira vai fazendo
isso. Alguém lembra a goleada do Barcelona sobre o Santos no Mundialito da FIFA
e as respostas embasadas logo após o jogo na coletiva com repórteres? Fã
confesso da outrora forma de jogar da seleção brasileira foi logo se apressando
a comentar que o Barcelona jogou naquela final era o futebol que se jogava no
futebol brasileiro no passado.
Aquela goleada e a forma avassaladora até mais interessada
do que realmente acontece quando os clubes europeus chegam a uma final de
“mundial de clubes” foi um recado claro ao futebol brasileiro. E já faz cinco
anos e ninguém aqui ainda entendeu o recado.
Já no Bayern, Guardiola foi capaz de dar outro recado só que
este ao futebol alemão. O projeto de futebol germânico já rende resultados
fantásticos e novos modos de enxergar a modalidade dentro do país. Contudo,
mesmo com a excelência, o espanhol ainda levantou uma questão para o futebol
alemão.
Quando chegou ao Bayern já se apressou em trazer Douglas Costa.
Os motivos: precisa de um jogador jovem, forte, rápido e habilidoso que tivesse
versatilidade. Capaz de no um contra um quebrar uma defesa bem organizada. Um
jogador que pudesse suprir principalmente a ausência de Ribery que vinha de
longos problemas físicos.
Com isso passou seu recado ao futebol alemão. Por mais que
já tenho revelado muitos jovens de qualidade, os germânicos ainda não produzem
esse tipo de jogador. Um jogador com capacidades que são o forte de Douglas Costa.
O Brasil ainda produz bastante deste tipo de jogador.
Óbvio que o espanhol não é o rei das verdades, ninguém é,
mas é inegável que Guardiola é uma referência e como referência merece ser
ouvida. Seus recados estão aí para quem quiser pegar no ar e fazer bom proveito
delas.

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