segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Na mente de Magnano

Reação foi fundamental para o
time que precisa consertar erros
Foto:Nóbrega/Inovafoto/Bradesco
Início das Olimpíadas e depois do ótimo França e Austrália que pude acompanhar fiquei na espera pela estreia da seleção brasileira masculina de basquete. Com uma atuação surpreendente a Austrália de Bogut, Dellavedova e Patty Mills detonava a França e fiquei animado para no domingo ver algo do tipo pelo Brasil.

Um primeiro tempo completamente perdido, errando defensivamente e vendo os lituanos acertando todas as bolas de três contrastou com o segundo tempo mais vibrante, forte defensivamente e com mais movimentação.

Os erros do time brasileiro sepultaram qualquer chance de um jogo mais equilibrado. Poderia se esperar um jogo complicado, mas não uma diferença de atuação e consequentemente de placar tão grande ao final do primeiro tempo. Foram 29 pontos de diferença.

Com um grupo forte que ainda tem Argentina, Croácia e Espanha, sem dúvida, uma trinca complicada sem esquecer da Nigéria (essa sem tanta força), o Brasil não pode mais se dar ao luxo de ter uma atuação tão irregular como essa. Além da defesa desorganizada, outro erro cabal foram os excessivos erros nos lances livres. Em jogos equilibrados uma boa média de acertos em lances livres faz a diferença entre uma vitória e uma derrota.

Faltou aproveitar o nervosismo e o excesso de faltas que os lituanos cederam. A vitória poderia ter vindo, mas a reação foi importante para colocar o time do Magnano nos eixos pensando sobretudo nas próximas rodadas.

O destaque positivo foi Leandrinho que pegou a bola e chamou o jogo. Fica a dúvida se o jogador irá aguentar essa função no restante do campeonato. Raulzinho foi outro ponto de desequilíbrio apresentando um ótimo basquete, principalmente, no lado defensivo.

Magnano terá que corrigir o time, pois a vitória surpreendente da Croácia sobre a Espanha coloca os croatas como mais uma seleção a tentar de fato garantir sua vaga. O jogo será duro contra a Espanha e mudanças me parecem necessárias. Raulzinho no lugar de Huertas? Pode ser. Outro ponto foi a entrada de Augusto Lima e Felício que se saíram bem melhor no garrafão ao lado do Nenê. Veremos o que Magnano irá fazer, tudo depende dele.

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