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| A glória sendo alçada ao ar pela seleção que menos se esperava Foto: Divulgação |
De uma bagunça tática, Portugal foi crescendo e com aquela
sorte que muitos diriam foram dadas aos campeões. Da bola na trave de
Gignac, das defesas de Rui Patrício, do choro de Cristiano Ronaldo ao gol do Éderzito.
Tudo nessa conquista de Portugal significou o amadurecimento
de que o futebol é um esporte coletivo. Na Euro dos jogos ruins diriam muitos,
e concordo com eles em parte, o que ficou provado que por mais que se tenha Cristiano Ronaldo
no time, o coletivo sempre será o importante.
Enfadonha, sim, por diversas vezes na competição, ganhou minha
antipatia em vários momentos pelo futebol burocrático, mas confesso que me vi comemorando
o gol de Éder com um sorriso largo ao mesmo tempo que senti a dor de Cristiano Ronaldo.
Cristiano Ronaldo. Este de um garoto cheio de pernas no
início da carreira com extrema habilidade e pouca inteligência, anos depois
cresceu e se tornou o que muitos esperavam dele. O líder na parte técnica e maduro ao extremo para ser líder do grupo. Atualmente Ronaldo é capaz de entender sua importância em um time de
ótimos jogadores e de uma nação que depositou nele a confiança para levar os lusos aonde desse.
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| O momento que marcou o garoto Éder pela eternidade do futebol português |
Ver Ronaldo gritando na beira do campo e chorando depois foi
a redenção de um craque que a partir do eterno 11 de junho se tornou o grande
jogador do futebol português. Não tenho o costume de comparar jogadores, acho isso
uma bobagem tremenda, mas o garoto cheio de pernas ousou desafiar o Eusébio
e agora não está mais ao seu lado, mas um tantinho acima dele.


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