sábado, 28 de junho de 2014

Até quando Müller vai resolver?

Müller mais uma vez foi decisivo. Foto:Brian Snyder/Reuters
“Essa seleção é uma das favoritas”, “O time está jogando bem”, “Esse time pode tirar o título do Brasil”. Foi mais ou menos isso o que se ouviu sobre a seleção alemã a cada jogo seu nesta Copa do Mundo. Com a fim da primeira fase, a Alemanha fez o que dela se esperava ao terminar em primeiro lugar em um grupo até traiçoeiro, porém o nível do futebol apresentado pela Nationalelf passa longe de ser o de favorita.

Há muito tempo esta Alemanha apresenta problemas crônicos na defesa ou quem não se lembra daquele empate com a Suécia no Estádio Olímpico de Berlim. Naquele dia, a Alemanha tomou um empate depois de estar vencendo de 4 a 0. Para tentar resolver esse problema, Löw passou a jogar literalmente com quatro zagueiros desde a estreia contra Portugal. 

Contra o time luso a tática deu certo, mas a facilidade aconteceu muito mais pela fraqueza do adversário do que pelos acertos do time alemão. Porém, ali mesmo naquela partida pôde-se ver a fraqueza do time alemão em doses homeopáticas. Quando usou de velocidade e marcou a pressão para roubar a bola da defesa alemã, Portugal chegou com perigo por algumas vezes, logo no começo do jogo, depois teve o pênalti, a expulsão do Pepe e o resto é história.

Se contra Portugal, o ponto fraco do time de Löw foi mostrado em doses homeopáticas contra Gana ele ficou escancarado. A Nationalelf sofreu com a marcação pressionada dos ganeses. Com a saída de bola menos qualificada e lenta o jogo alemão não fluía. Sem laterais no ataque, não existiam opções para desafogar o meio que ficava travado com a boa marcação de Gana.

Na defesa, com zagueiros lentos na recomposição, o time ficou exposto à velocidade de ataque dos ganeses. Basta dar uma olhada no gol da virada de André Ayew com roubada de bola para cima de Lahm e bom passe que culminou no tento.

Contra os Estados Unidos, novamente quatro zagueiros e Klinsmann que conhece muito de futebol sabia bem o que fazer para travar a Alemanha. Deixar os zagueiros tocando a bola lentamente longe do seu gol foi uma das estratégias do bom time americano e a Alemanha ficou ali boa parte do jogo tocando entre os zagueiros até que geralmente o Lahm fosse buscar a bola e tentasse algo a mais.

Não dá para admitir que um técnico que tenha tanto tempo no comando de uma equipe como Löw tem chegue a uma Copa do Mundo sem uma definição de time. A Alemanha é uma equipe muito inconsistente e cheia de problemas defensivos. É por isso que chovem críticas ao seu trabalho e não é de hoje.

Bom, para não dizer que tudo é ruim, atuando como um “falso nove”, Müller tem sido muito decisivo. Com quatro gols em três jogos, o rapaz tem sido fundamental para Alemanha por sua movimentação e talento para estar no lugar certo e na hora certo, mas até quando uma equipe pode depender tanto de um homem para chegar a um título mundial?

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