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| Felipão e Parreira em entrevista na CBF. Foto: André Durão/Globoesporte.com |
Alguns dias atrás, o agora coordenador
técnico da seleção CBF, Carlos Alberto Parreira foi dono de um dos comentários
mais bizarros que li nos últimos tempos e que dá um frio na espinha de quem
espera alguma melhora nas estruturas do atual futebol brasileiro.
O senhor Parreira falou sobre a inauguração
da portentosa sede da Confederação Brasileira de Futebol que a instituição que
desorganiza o “maravilhoso” futebol brasileiro é um exemplo e assim sendo é o Brasil
que deu e que dá certo.
Além dos enormes problemas que existem
por aqui e que clamam por soluções imediatas que muitos da mídia “chapa branca”
preferem fechar os olhos fica claro que um desses problemas também é o corporativismo.
Os senhores que comandam todas as instituições do futebol se protegem e no
corporativismo se perpetuam no poder por anos a fio. Mesmo quando saem sempre
deixam filhotes preparados para ocuparem seu lugar e lembro ao leitor e acho
que nem preciso que esse não é um fenômemo exclusivo do futebol.
Voltando ao Parreira fica claro que ele é
um empregado da CBF e por isso é bem óbvio que ele está protegendo os
interesses daqueles determinados
poderosos que o colocaram lá e também seus próprios. No entanto, ele
esquece do pífio futebol jogado no Brasil e aí entro nesse clima de oba oba com
a seleção da CBF, que parece já é campeã mundial sem nem ter entrado em campo.
Outra coisa que não consigo entender é
como o motivo para o senhor Luís Felipe Scolari se tornou um personagem
intocável. Na mídia “chapa branca” não faltam histórias de como ele é especial,
de como é um paizão que une o grupo e a tal família Scolari e muito blá blá
blá. Na boa, não tiro o mérito dele, é de fato um bom técnico, mas não me
esqueço do time horroroso do Palmeiras que ele ajudou a montar e que caiu para
a série B, sem falar na gloriosa passagem dele pelo Chelsea quando Big Phil
acumulou fracassos na montagem da tal família scolari na Inglaterra.
Isso quer dizer é que Felipão tem seus
méritos como um bom treinador, mas também não é nenhum intocável e sendo bem
rigoroso se fosse pelos seus últimos trabalhos, ele nem estaria nessa copa.
O fato é que ele é o testa de ferro
ideal para a atual cúpula da CBF se perpetuar no poder e mesmo em eventual
derrota eles tem uma desculpa perfeita para chutar as críticas para longe que
podem aumentar em caso de uma derrota dentro de casa.

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