sábado, 21 de junho de 2014

O corporativismo no futebol brasileiro e Felipão, o intocável

Felipão e Parreira em entrevista na CBF.
Foto: André Durão/Globoesporte.com
Alguns dias atrás, o agora coordenador técnico da seleção CBF, Carlos Alberto Parreira foi dono de um dos comentários mais bizarros que li nos últimos tempos e que dá um frio na espinha de quem espera alguma melhora nas estruturas do atual futebol brasileiro.

O senhor Parreira falou sobre a inauguração da portentosa sede da Confederação Brasileira de Futebol que a instituição que desorganiza o “maravilhoso” futebol brasileiro é um exemplo e assim sendo é o Brasil que deu e que dá certo.

Além dos enormes problemas que existem por aqui e que clamam por soluções imediatas que muitos da mídia “chapa branca” preferem fechar os olhos fica claro que um desses problemas também é o corporativismo. Os senhores que comandam todas as instituições do futebol se protegem e no corporativismo se perpetuam no poder por anos a fio. Mesmo quando saem sempre deixam filhotes preparados para ocuparem seu lugar e lembro ao leitor e acho que nem preciso que esse não é um fenômemo exclusivo do futebol.

Voltando ao Parreira fica claro que ele é um empregado da CBF e por isso é bem óbvio que ele está protegendo os interesses daqueles determinados  poderosos que o colocaram lá e também seus próprios. No entanto, ele esquece do pífio futebol jogado no Brasil e aí entro nesse clima de oba oba com a seleção da CBF, que parece já é campeã mundial sem nem ter entrado em campo.

Outra coisa que não consigo entender é como o motivo para o senhor Luís Felipe Scolari se tornou um personagem intocável. Na mídia “chapa branca” não faltam histórias de como ele é especial, de como é um paizão que une o grupo e a tal família Scolari e muito blá blá blá. Na boa, não tiro o mérito dele, é de fato um bom técnico, mas não me esqueço do time horroroso do Palmeiras que ele ajudou a montar e que caiu para a série B, sem falar na gloriosa passagem dele pelo Chelsea quando Big Phil acumulou fracassos na montagem da tal família scolari na Inglaterra.

Isso quer dizer é que Felipão tem seus méritos como um bom treinador, mas também não é nenhum intocável e sendo bem rigoroso se fosse pelos seus últimos trabalhos, ele nem estaria nessa copa.

O fato é que ele é o testa de ferro ideal para a atual cúpula da CBF se perpetuar no poder e mesmo em eventual derrota eles tem uma desculpa perfeita para chutar as críticas para longe que podem aumentar em caso de uma derrota dentro de casa.

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