quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O duelo de gerações, o passado e o novo

Payton Mannin: o quarterback clássico e seus últimos lançamentos
Foto:Ezra Shaw/ Getty Images
Como um ser vivente da década de 90, acabei me tornando um fã do seriado Arquivo X. Com um enredo inteligente e que envolvia teoria da conspiração, governo, e frases mirabolantes como “eu quero acreditar” e “a verdade está lá fora” e outras.

Com a volta do seriado anos depois de ter se despedido de seu público fiel, a série e seus personagens principais mostram que o passar dos anos fazem diferença e tentam se modernizar. O último episódio que mostra Mulder e Scully se acostumando com a evolução da tecnologia, smartphones, aplicativos e uma espécie de auto-análise foi sensacional.

É algo natural, foi para mostrar que a série e os seus personagens tiveram que evoluir com o passar do tempo e se acostumar com suas novidades assim como eu e você. Pensando nisso, também pode se notar uma evolução e mudanças na posição mais comentada e analisada do futebol americano. Esse Super Bowl que coloca frente a frente Payton Maninng e Cam Newton é perceptível que assim como o Arquivo X existiram mudanças na posição, uma evolução natural.

Para começar este será um duelo de um quarterback de 39 anos, que joga nos moldes do manual do futebol americano. Claro que acrescentando mais brilho e genialidade a isso. Um atleta que há anos é apontado como um dos maiores da história.

Cam Newton e a atualização da maneira de jogar dos quarterbacks
Foto: Getty Images
Payton Manning é esse quarterback, usa a força do seu braço e a inteligência para analisar as defesas adversárias e selecionar a melhor jogada, a big play que decida a partida. O seu forte é o passe, seja ele curto, longo como todo bom manual do futebol americano indica, mas a evolução do esporte, as mudanças do tempo trazem sempre novidades.

Essa novidade é o Cam Newton. Um quarterback que além do passe certeiro, é veloz, forte e une tudo isso no seu estilo de jogo. Faz parte dessa leva de quarterbacks que participam mais do jogo de outras maneiras. Russel Wilson é um desses, Kaepernick foi por algum tempo, mas se perdeu no seu jogo e vejo no Bridgewater alguma qualidade para chegar longe nos próximos anos.

Se precisar dar o passe certeiro Cam Newton pode fazer, se precisar resolver com as pernas ele consegue também, sabe trombar e o Newton não se esconde da trombada. Pouco a pouco foi se transformando em um quarterback mais completo e só tem a crescer mesmo que muitos não queiram ver isso. Talvez por ser negro, uma tremenda bobagem, ou qualquer outra desculpa. Mas esse é assunto para outro dia.

Não quero dizer que o Manning está desatualizado, um passado desatualizado, longe disso, são propostas diferentes em uma mesma posição. São gerações diferentes, com suas visões de como ser um quarterback e que jogam como sabem e como sabem. Nesse duelo de idéias vejamos quem se sairá melhor.

O seriado Arquivo X e seu retorno tentando unir
 o passado e o presente Foto: Divulgação
O próprio Payton respondeu a isso quando perguntado sobre a diferença de 13 anos entre os dois quarterbacks. O jogador dos Broncos deixou claro como Newton e sua forma de jogar tem grandes chances de serem os destaques da NFL pelos próximos anos. Deixou claro que a posição está passando por uma espécie de atualização.

Assim como o seriado Arquivo X que mostrou que pode se renovar colocando frente a frente coisas do passado que foram causas do seu sucesso e as novidades que vieram com o tempo, o Super Bowl 50 traz um duelo de gerações dentro da finalíssima. Uma espécie de passagem de eras na posição como afirmou, acertadamente, o comentarista André Kfouri.

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