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| Barcelona abre boa vantagem sobre o rival Atlético de Madrid Foto: Pau Barrena/AFP/Getty Images |
Aquilo foi me
irritando, me enervando e daí fui lá, peguei a bola e toquei para o companheiro
de time e passei. Esperava a bola, todo pimpão, crente no gol que ia fazer, sozinho,
sem ninguém me marcando, mas aí........... um pouco mais de drible, pedaladas,
rolinhos e o cara perde a bola e gol para o time adversário.
Enfim, encerrando essa
história depois de uma bela bolada na cara minha atuação acabou mediocremente
irritado no meu canto. Mas no sábado, depois dessa introdução a minha vida boleira, foi vendo o duelo entre Barcelona e Atlético de Madrid que comecei a refletir
em algumas coisas nesse tal de futebol e como ele jogado no Brasil.
Observando o jogo foram
cerca de 25 minutos fenomenais do Atlético de Madrid. Pressão na saída de bola
do Barcelona, time compacto, inteligente, tático e preciso. Esse foi os
colchoneros no Camp Nou lutando pela
liderança da liga espanhola. O problema? Só durou 25
minutos e uma partida de futebol são noventa. A pilha exagerada e os
erros pontuais em momentos cruciais foram fundamentais para a derrota da equipe
do Diego Simeone.
O jogo tático e
intenso, a defesa impecável, as bolas paradas trabalhadas incansavelmente pelo
argentino levaram o Atlético de Madrid a um nível que fazia tempo que não
alcançava. Hoje, os colchoneros voltaram a brigar de maneira intensa com o Barcelona
e Real Madrid por títulos sem a grana dos gigantes milionários. Tudo graças ao
jogo tático do Simeone e ao talento que o argentino garimpa.
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| Descontrole de Filipe Luís e sua expulsão definiram o resultado a favor do Barcelona Foto: Albert Gea/Reuters |
O brasileiro foi
moldado, cresceu achando que apenas o talento em um time de futebol é o que
importa, a tática é para “alemão que não tem talento com a bola nos pés”, diria
meu tio. Isso e todas aquelas lorotas que o Nelson Rodrigues escrevia
lindamente, mas lorotas (me julguem).
Então hoje o que se viu
no duelo dos dois melhores times da liga foi talento e tática, meus amigos, muita
tática. Um duelo de estilos da melhor maneira. O Atlético de Simeone mostrou
que é possível parar o trio na tática e jogar bola no talento. Ok, durou pouco
tempo, mas é um começo e essa partida, tenho certeza, será analisada por outros
técnicos que por ventura forem enfrentar esse Barcelona.
O time catalão é
talento puro, mas joga incansavelmente criando espaços, trocando posições e
hoje o time de Luis Henrique é mais vertical, busca encerrar as jogadas mais
rapidamente na volúpia do trio sul-americano. Diferente da época do Pep Guardiola que envolvia na base da posse de bola e que, por vezes, se perdia quanto tinha um adversário que sabia marcar muito forte.
Enquanto isso o carinha lá
com a camisa do Barcelona que não passava a bola para ninguém só entende o futebol em parte. Talvez esteja exigindo demais de uma simples pelada, mas é
uma ideia que sai do pequeno e vai para o grande, ou seja, sai da pelada, da
cabeça do brasileiro comum, passa pelos ditos especialistas, comentaristas e chega a seleção que
hoje utiliza o famoso 4-2-3-bola no Neymar.
Quanto a pelada lá, eu
acho que nem vou mais. Corre o risco de eu ver o carinha ainda hoje driblando
do nada para o lugar nenhum e me irritar de novo.


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