![]() |
| Corinthians ainda negocia a renovação do patrocínio Foto: Rodrigo Coca/Fotoarena/VEJA |
Esse dinheiro ainda
pode aumentar levando em conta a renovação do patrocínio corintiano e as
possíveis acertos com outros clubes como o Vasco.
Gastadores de primeira
e devedores melhores ainda, os clubes brasileiros recebem um presentão de Papai Noel
mesmo tendo passado o Natal. Embora seja um banco e precise segundo o superintendente
nacional de Promoções e Eventos da Caixa, Gerson Bordignon “ganhar mercado”, a
Caixa Econômica é um banco estatal, que mexe com dinheiro público, portanto,
não é qualquer banco.
Se essa desculpa não
cola muito, imagina aquela que dizem que esse apoio milionário é em prol do
esporte nacional. Ora bolas! Existe tanta coisa a ser feita de verdade em prol
do esporte nacional como o financiamento de projetos que unam a formação educacional
com o esporte em escolas públicas, em regiões carentes, tantas modalidades
esquecidas por aí, e as meninas do futebol feminino, ou seja, tanta coisa a ser
feita.
No momento em que
patrocinadores recuam e os maiores clubes ainda não sabem com quem irão contar
neste ano. Em um momento de cortes, crise econômica, política,
financeira com contribuintes pagando as contas de um governo corrupto no mínimo
toda essa dinheirama é um ultraje.
Clubes brasileiros não
pagam seus impostos, eternos devedores e são presenteados com um grande patrocínio.
Como fica aquele cidadão que rala o dia inteiro e chega ao fim do mês e tem a
maior parte do seu dinheiro levado pelos impostos quando vê isso? É justo?
Além disso, ainda tem o
mais longo debate sobre como é mal distribuída as cotas de patrocínio, seja ele de televisão ou outros no Brasil. Mais ultrajante ainda é ver a tamanha diferença que se faz
entre os clubes com alguns ganhando muito mais que outros. Em se tratando
de patrocínio estatal, o possível desnivelamento esportivo que esse presentão causa é mais bizarro.


Nenhum comentário:
Postar um comentário