sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Que ultrajante!

Corinthians ainda negocia a renovação do patrocínio
Foto: Rodrigo Coca/Fotoarena/VEJA
Recentemente a Caixa Econômica Federal divulgou os números do patrocínio que o banco irá despejar em dez clubes do futebol brasileiro. Ao todo, serão R$ 83 milhões em dinheiro público investidos em organizações privadas que sequer revertem esse dinheiro de volta aos cofres públicos.

Esse dinheiro ainda pode aumentar levando em conta a renovação do patrocínio corintiano e as possíveis acertos com outros clubes como o Vasco.

Gastadores de primeira e devedores melhores ainda, os clubes brasileiros recebem um presentão de Papai Noel mesmo tendo passado o Natal. Embora seja um banco e precise segundo o superintendente nacional de Promoções e Eventos da Caixa, Gerson Bordignon “ganhar mercado”, a Caixa Econômica é um banco estatal, que mexe com dinheiro público, portanto, não é qualquer banco.

Se essa desculpa não cola muito, imagina aquela que dizem que esse apoio milionário é em prol do esporte nacional. Ora bolas! Existe tanta coisa a ser feita de verdade em prol do esporte nacional como o financiamento de projetos que unam a formação educacional com o esporte em escolas públicas, em regiões carentes, tantas modalidades esquecidas por aí, e as meninas do futebol feminino, ou seja, tanta coisa a ser feita.

No momento em que patrocinadores recuam e os maiores clubes ainda não sabem com quem irão contar neste ano. Em um momento de cortes, crise econômica, política, financeira com contribuintes pagando as contas de um governo corrupto no mínimo toda essa dinheirama é um ultraje.

Clubes brasileiros não pagam seus impostos, eternos devedores e são presenteados com um grande patrocínio. Como fica aquele cidadão que rala o dia inteiro e chega ao fim do mês e tem a maior parte do seu dinheiro levado pelos impostos quando vê isso? É justo?

Além disso, ainda tem o mais longo debate sobre como é mal distribuída as cotas de patrocínio, seja ele de televisão ou outros no Brasil. Mais ultrajante ainda é ver a tamanha diferença que se faz entre os clubes com alguns ganhando muito mais que outros. Em se tratando de patrocínio estatal, o possível desnivelamento esportivo que esse presentão causa é mais bizarro.

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