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| Audax chegou a final do estadual em São Paulo Foto: Divulgação/Folhapress |
Após a eliminação do
Cruzeiro nas semi do estadual, o novato Deivid foi demitido após alguns meses
de futebol opaco, algumas vitórias magras e uma nítida falta de experiência por
parte do ex-atacante.
Sim,
faltou experiência ao Deivid como técnico em outras praças menores, faltou outras
ideias
de jogo, faltou coerência da diretoria do clube que resolver “apostar” no
técnico novato e depois o demitiu no primeiro fracasso. E faltou também um
pouco de tato ao próprio Deivid de saber que por não ter uma casca mais grossa,
naturalmente não conseguiria se manter como técnico do Cruzeiro em momentos
como esse.
Vendo toda essa
situação e o sucesso de Fernando Diniz e seu Audax de futebol arriscado e toque
de bola, uma pergunta permeou o meio durante semanas. Será se o técnico teria
condições e tempo de em um clube maior aplicar esse tipo de jogo ou logo seria
demitido no primeiro fracasso?
Com a demissão do Deivid,
a resposta fica clara. Não é dizer que o trabalho dele é bom no nível do Fernando
Diniz, claro que não, mas com certeza Diniz teria o mesmo fim do ex-técnico do
Cruzeiro na primeira saída de bola errada que ocasionasse em gol do adversário.
Um conjunto de fatores,
como o fato de o Audax ser um time pequeno, sem pressão de torcida, dirigentes
e da imprensa esportiva resultadista favorecem o trabalho do Diniz. A mesma
imprensa em sua maioria que cobra resultados é a mesma que quer ideias
diferentes no futebol brasileiro (claro, que existem exceções).
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| Fernando Diniz no Audax Foto: Marcos Ribolli |
Faltam projetos e boas
ideias de futebol no Brasil, sim, mas o problema também é que o sistema que
funciona por aqui não dá aos técnicos as mínimas condições de fazer isso.
Primeira derrota importante, passe no RH.
Fernando Diniz teve
fatores que jogaram a seu favor e esse futebol arriscado precisa ser treinado e
acertado com tempo em qualquer time que ele vá treinar. Algo que em um clube maior não aconteceria ou alguém acha que o “projeto”continuaria depois de
derrotas como a contra o São Paulo em 2014?
No jogo após várias saídas de bola erradas, o Audax tomou um sonoro 4 a 0 no Morumbi. Quer outro exemplo? No primeiro jogo da decisão do paulista quando Tchê Tchê saiu jogando errado e gerou o gol de empate do Santos.
No jogo após várias saídas de bola erradas, o Audax tomou um sonoro 4 a 0 no Morumbi. Quer outro exemplo? No primeiro jogo da decisão do paulista quando Tchê Tchê saiu jogando errado e gerou o gol de empate do Santos.
Em uma entrevista ao Globesporte.com,
Diniz falou o seguinte: “A questão é que se você tem convicção no seu trabalho, você só cede se for muito covarde. Não é o meu caso. Sou apaixonado por futebol e tenho convicção no que estou fazendo”. Convicção é o que o técnico deixou bem claro com suas escolhas ao longo da carreira, mas o problema mesmo é que os comandantes do futebol brasileiro não têm convicção nenhuma do que quer ser trabalhado como ideia de futebol no seu clube. Olha a demissão do Deivid aí para provar isso ou então a inesquecível procura do “fato novo” no Internacional.
Se Fernando
Diniz tem convicção de sua ideia de futebol, a convicção que eu tenho é que seu
Audax audacioso é uma das melhores coisas que aconteceram no futebol brasileiro
há algum tempo. Isso é fato!


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