sexta-feira, 27 de maio de 2016

Oh, Captain, my Captain!!!

Hummels encontra a insatisfação da torcida em uma faixa
Foto: Divulgação
Começo este texto com uma lembrança mais do que boa do filme Sociedade dos Poetas Mortos, sem dúvida, um dos melhores filmes que tive a oportunidade de assistir e também de um poema. Esse poema foi escrito por Walt Whitman em 1865 e era relativo à da morte de um dos presidentes dos EUA, Abraham Lincoln. O filme fez repetidas referências ao poema, incluindo a cena marcante quando os alunos dão apoio ao professor John Keating interpretado por Robin Willians

Lembrando o filme, e principalmente o poema, eis que faço uma analogia ao sentimento dos torcedores do Borussia Dortmund ao ver a saída do capitão Mats Hummels.  Aconteceu o inevitável depois que começou a ser ventilada uma possível saída do zagueiro do Borussia Dortmund e agora ele é um dos primeiros reforços ao lado de Renato Sanches a desembargar na Baviera na temporada que vem.

Hummels pode ter todos os motivos para sair e entre todos eles, Hummels não pode achar que o torcedor vá entender algum. As vaias no jogo contra o Wolfsburg pela Bundesliga são justas, sim, do ponto de vista do torcedor. Se o futebol é profissional por parte dos que atuam nele, é o amor dos torcedores que faz com que o futebol seja isso tudo que é hoje.

Oh capitão, meu capitão, exclama o aurinegro. Afinal de contas ele era o capitão, aquele que passou momentos bons, ruins e principalmente foi o símbolo de uma volta as glórias após tempos nebulosos, “na tal viagem medonha”.

O grande problema não é à saída do jogador e sim, mais uma saída ou a saída do capitão para o clube rival. Virou rotineiro sair de Dortmund para Munique. São perdas que colocam um frio na espinha dos torcedores e na minha humilde opinião transformam mais ainda a Bundesliga na liga de um time só.

Oh captain, my captain!! falam os garotos para o professor
interpretado por Robin Willians
Foto: Divulgação
Por mais que seja uma liga em crescimento com um público invejável ainda é a liga de um clube só e este fato não pode ser visto com bons olhos para uma liga que planeja crescer mais e alcançar novos horizontes.

Sem pudores o Bayern usa seu poderio econômico e retira os melhores de outros clubes. Sem pudores esses partem para a Baviera esperando títulos, mais dinheiro e sucesso. Justo ou não é assim que tem acontecido. A Bundesliga perde grande parte da graça quando a principal razão de uma competição existir se perde. Não existe competitividade e isso transforma toda a liga em um jogo de cartas marcadas de 34 rodadas.

Some a isso o fato de os melhores da Bundelisga nos últimos anos raramente, com exceção do próprio Bayern e nos últimos tempos do Dortmund, terem chegado às fases finais de uma Champions League ou Liga Europa. Algo tem que ser revisto, pois um time do porte do Hamburgo não pode ir enfrentar o Bayern e tomar seguidas goleadas e achar aquilo a coisa mais normal do mundo, como tenho visto nos últimos tempos, por exemplo.

O capitão abandonou o barco depois de tudo e eu só consigo lembrar do poema de Walt Whitman, pois para grande parte dos aurinegros o capitão jaz “.... caído, frio, morto” em seus corações. Uma pena!!

Trecho do poema:
Ó capitão, meu capitão
Nossa viagem medonha terminou;
O barco venceu todas as tormentas, o premio que perseguimos foi ganho;
O porto está próximo, ouço os sinos, o povo todo exulta;
Enquanto seguem com o olhar a quilha firme, o barco raivoso e audaz;
Mas o coração! coração! coração!
Oh gotas sangrentas de vermelho;
No tombadilho onde jaz meu capitão,
Caído, frio, morto.........


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