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| Hummels encontra a insatisfação da torcida em uma faixa Foto: Divulgação |
Começo este texto com uma
lembrança mais do que boa do filme Sociedade dos Poetas Mortos, sem dúvida, um
dos melhores filmes que tive a oportunidade de assistir e também de um poema. Esse poema foi escrito por Walt
Whitman em 1865 e era relativo à da morte de um dos presidentes dos EUA, Abraham
Lincoln. O filme fez repetidas referências ao poema, incluindo a cena marcante
quando os alunos dão apoio ao professor John Keating interpretado por Robin
Willians
Lembrando o filme, e
principalmente o poema, eis que faço uma analogia ao sentimento dos torcedores
do Borussia Dortmund ao ver a saída do capitão Mats Hummels. Aconteceu o inevitável depois que começou a
ser ventilada uma possível saída do zagueiro do Borussia Dortmund e agora ele é um dos primeiros reforços ao lado de
Renato Sanches a desembargar na Baviera na temporada que vem.
Hummels pode ter todos os motivos
para sair e entre todos eles, Hummels não pode achar que o torcedor vá entender
algum. As vaias no jogo contra o Wolfsburg pela Bundesliga são justas, sim, do ponto
de vista do torcedor. Se o futebol é profissional por parte dos que atuam nele,
é o amor dos torcedores que faz com que o futebol seja isso tudo que é hoje.
Oh capitão,
meu capitão, exclama o aurinegro. Afinal de contas ele era o capitão, aquele
que passou momentos bons, ruins e principalmente foi o símbolo de uma volta as
glórias após tempos nebulosos, “na tal viagem medonha”.
O grande problema não é à saída
do jogador e sim, mais uma saída ou a saída do capitão para o clube rival. Virou
rotineiro sair de Dortmund para Munique. São perdas que colocam um frio na
espinha dos torcedores e na minha humilde opinião transformam mais ainda a
Bundesliga na liga de um time só.
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| Oh captain, my captain!! falam os garotos para o professor interpretado por Robin Willians Foto: Divulgação |
Por mais que seja uma liga em
crescimento com um público invejável ainda é a liga de um clube só e este fato não
pode ser visto com bons olhos para uma liga que planeja crescer mais e alcançar
novos horizontes.
Sem pudores o Bayern usa seu
poderio econômico e retira os melhores de outros clubes. Sem pudores esses
partem para a Baviera esperando títulos, mais dinheiro e sucesso. Justo ou não
é assim que tem acontecido. A Bundesliga perde grande parte da graça quando a principal
razão de uma competição existir se perde. Não existe competitividade e isso
transforma toda a liga em um jogo de cartas marcadas de 34 rodadas.
Some a isso o fato de os melhores
da Bundelisga nos últimos anos raramente, com exceção do próprio Bayern e nos últimos
tempos do Dortmund, terem chegado às fases finais de uma Champions League ou Liga
Europa. Algo tem que ser revisto, pois um time do porte do Hamburgo não pode ir
enfrentar o Bayern e tomar seguidas goleadas e achar aquilo a coisa mais normal
do mundo, como tenho visto nos últimos tempos, por exemplo.
O capitão abandonou o barco depois
de tudo e eu só consigo lembrar do poema de Walt Whitman, pois para grande
parte dos aurinegros o capitão jaz “.... caído, frio, morto” em seus corações.
Uma pena!!
Trecho do poema:
Ó capitão, meu capitão
Nossa viagem medonha terminou;
O barco venceu todas as tormentas, o premio que perseguimos
foi ganho;
O porto está próximo, ouço os sinos, o povo todo exulta;
Enquanto seguem com o olhar a quilha firme, o barco raivoso
e audaz;
Mas o coração! coração! coração!
Oh gotas sangrentas de vermelho;
No tombadilho onde jaz meu capitão,
Caído, frio, morto.........


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